sábado, 31 de janeiro de 2009

Apenas palavras jogadas

Pretensiosamente alguém poderia ser um poeta só pelo seu estado contemplativo ou pela um hábito de escrever (estranhamente). Eu extraordináriamente posso dizer que meu coração, talvez comprometido, talvez viúvo, pede-me alguns versinhos ou imaginações. É uma triste alternativa que não me serve de guia! Todavia, essa tão tosca e incomum mania me traz uns choques de antigas paixões em forma de pobres palavras que intencionalmente falam tristes e aborrecidas.
Assim, como dizem que a vida é como um livro, negro para uns e dourado para outros, se eu pudesse escrevê-los os faria de uma forma que nas melhores páginas abrissem bem no meio parênteses angustiosos e sombrios.
Não quero aqui dizer que sou um poeta, nunca quiz sê-lo, já que me renderia alguns amores aborrecidos e outros fingidos. Se bem que me dariam boas histórias de "amores prostituídos", mas não, não....
"non, non, il n'est point d' âme un peu bien située
Qui veuille d' une estime ainsi prostituée".
Mas há quem goste de se debruçar em vários corpos... vários amores...vai ver que só assim a dor da perda nem é sentida, mas também só assim o amor se banaliza.

Bem, e assim se vai...como não se sabe quando um capítulo termina ou começa
talvez eu tente intensificar ao máximo as coisas: os amores... os aborrecimentos e assim, novamente, nova paixão.

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