sábado, 7 de março de 2009

Minha Lua na imensidão

A Lua na imensidão que eu enamorava
fazia-me perder noites de sono sentado à beira do mar,
e o que ela me dava com o olhar
eu cobiçava com as mãos.
Só sentia as ondas do mar quebrando e beijando meus pés,
mas eu mal percebia que as ondas levavam seus beijos,
beijos que a Lua na imensidão me namorava.
Mas havia algo de estranho entre mim e a Lua na imensidão,
pois eu não sabia de fato se era ela quem me beijava
ou mar, se era ela quem cantava p mim ou era o som acalentador das ondas.
O que eu não sabia ao certo era se eu estava apaixonado pela Lua na imensidão,
ou pelo mar.
Eu lá sei se a Lua na imensidão tem lábios gelados, molhados...
Eu poderia construir um foguete, mas nem sei... nem sei como chegar na Lua na imensidão
Mas se eu soubesse...ah! se eu soubesse eu queria me perder naquelas crateras e me cegar com a sua luz ora prateada, ora amarelada, ora avermelhada...
Só assim a Lua na imensidão escutaria bem baixinho
todas as coisas que eu tenho para dizer sem que o mar se intrometa.
Todavia, isso não passa de travessuras pueris de uma mente apaixonada...
e contínuo assim... sem sentir a Lua na imensidão,
ansioso,
triste e
preocupado,
esperando ela aparecer a cada noite.

"Fiz mal em envelhecer. Foi uma pena. Eu era tão feliz quando criança"

(eu encontrei esse simples poeminha na minha alma, que queria me mostrar a simplicidade e docura duma contemplação infantil que há nas coisas, até mesmo (e principalmente) no amor.)

Nenhum comentário:

Postar um comentário