sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

ao belo prazer

Como todo infeliz decidi vomitar tudo aquilo que se encontrava indigesto na minha cabeça. Sei lá o que eu ando pensando, acho que tomei muitas pílulas e doses de ilusão, romantismo, idealismo... e lá se vai. Mas é assim todos os dias, vivo me embriagando com pensamentos tolos que me causam um tremenda ressaca. E como muitos já experimentaram colocar o dedo guela a abaixo, faço o mesmo para aliviar a mente. Vá lá que alguém se embriague também.
Assim, como um bom citador, Baudelaire me entenderia:
"É preciso estar sempre embriagado. Eis aí tudo: é a única questão. Para não sentirdes o horrível fardo do Tempo que rompe os vossos ombros e vos inclina para o chão, é preciso embriagar-vos sem trégua.Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa maneira. Mas embriagai-vos.E se, alguma vez, nos degraus de um palácio, sobre a grama verde de um precipício, na solidão morna do vosso quarto, vós acordardes, a embriaguez já diminuída ou desaparecida, perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que foge, a tudo que geme, a tudo que anda, a tudo que canta, a tudo que fala, perguntai que horas são; e o vento, a onda, a estrela, o pássaro, o relógio, responder-vos-ão: 'É hora de embriagar-vos! Para não serdes os escravos martirizados do Tempo, embriagai-vos: embriagai-vos sem cessar! De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa maneira'."Charles Baudelaire

Um comentário:

  1. "Felizes os cães, que pelo faro dão com os amigos"

    Machado de Assis.

    Caro amigo,

    Caso minha voz não tivesse o verbo fluente, morreria de congestão mental...

    Do novo amigo Daniel

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