Quando ela passa é assim
eu sei que ela disfarça
tanto silêncio que leva na boca
tanta vontade que me distrai.
Minha vontade é de arrancar
aqueles lábios com um beijo
de deslizar sobre a pele
suavemente feito água.
Quando ela passa é assim
minhas vontades tornam-se intensidades
meus sentidos voam
tanto frenesi que enlouquece.
Eu sinto o cheiro dela que me entorpece
e fico imaginando seus pelos arrepiando
quando a mordo na nuca
e puxo seus cabelos.
Mas quando ela passa é assim
eu quase nem respiro
apenas murmuro seu nome
com palavras fracas.
Minha boca entreaberta
chega a estremecer
como se estivesse esperando
um beijo de leve.
Quando ela passa...
me dá vontade de cravar-lhe as unhas.
domingo, 15 de março de 2009
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achei estranho (e injusto) essa ser a única de suas postagens sem comentários, comecei a especular... é pq é a mais diferente? a única escrita em versos separados, a mais sensual e mais próxima de meros mortais como eu (kkk).
ResponderExcluirfoi a q eu mais gostei!!! tem um toque de agressividade permissiva!!! adoro!!! mas é claro, ainda dentro do seu estilo romântico contemplativo, do tipo, ela passa e provoca vontades, mas o poema fica só na vontade mesmo, é muito "segunda geração". e acho q era pra ser mesmo, combina com vc!!!
muito bom!!!